Arthur Antunes Coimbra, conhecido mundialmente como ‘Zico’, é o ex-jogador que atuava como meio-campista e considerado o maior da história do Clube de Regatas do Flamengo desde a sua fundação. Leônidas, Zizinho, Dida – Zico superou-os a todos no coração da torcida, num caso único de identificação entre um jogador e um clube.

Início 

Zico nasceu em 1953, no Rio de Janeiro, em uma família cheio de rubro-negros e amantes do futebol, como seu pai e irmãos. Dessa maneira, não tinha outra forma de Zico não se envolver com o Flamengo desde criança. Aos 14 anos, o garoto do bairro de Quintino, foi levado pelo radialista Celso Garcia para ingressar a escolinha do clube na Gávea.

Zico
Foto: Arquivo Nacional

Em 1971, aos 18, Fleitas Solich promoveu sua estreia no time principal, mas o físico franzino fazia o garoto oscilar entre as categorias juvenil e profissional. Após ser submetido ao trabalho de fortalecimento muscular com o preparador José Roberto Francalacci, Zico encorpou e se firmou na equipe principal.

Em 1974, Zico conquistou seu primeiro Campeonato Estadual atuando como titular. No Brasileiro, Zico foi considerado o melhor jogador do campeonato e ganhou a Bola de Ouro em prêmio da revista Placar. 

Zico
Poster de 1974, quando Zico se firmou com titular da equipe.

Anos 80

A partir de 1978, Zico, acompanhado de Júnior, receberam outros grandes craques no elenco e viveram o apogeu no Flamengo. A Era Zico iniciou com o título estadual em cima do Vasco e foi atingir um patamar nunca antes visto no clube da Gávea, com o título Mundial de 1981.

Zico

Fotos: Masahide Tomikoshi – Tomikoshi Photography

 

Zico comandou a equipe e marcou tantos gols que, em 1979, superou Dida, tornando-se o maior artilheiro da história. Para se ter uma ideia do quanto ele contribuiu para o Flamengo, de 1978 a 88, com e sem Coutinho de treinador, Zico e companhia conquistaram quase cinquenta títulos nacionais e internacionais para o Rubro-Negro 

O camisa 10 poderia ter levantado ainda mais taças se, nesse meio tempo, não tivesse ido para a Itália, jogar pela Udinese. Em 1983, após o título brasileiro – o terceiro em quatro anos – Zico e Junior foram vendidos quase à força, contra a vontade da torcida e deles próprios. O jogador lutou para ficar, até com prejuízo financeiro, e os dirigentes – segundo o noticiário da época – insistiam em vendê-lo. Sem a dupla em 1984 e 1985, o Flamengo experimentou um jejum de títulos a que os seus torcedores já não estavam habituados. 

A volta 

Em 1986, com George Helal na presidência, Zico voltou e com ele o retorno de títulos. Com apenas quatro partidas disputadas, Zico ajudou a equipe a conquistar o Estadual do ano. 

Em 1987, na polêmica disputa da Copa União, isto é, o Campeonato Brasileiro organizado pelo Clube dos 13, Zico comandou a equipe ao tetra nacional do Flamengo. Apesar da grave lesão sofrida após entrada forte do zagueiro do Bangu, o Galinho de Quintino liderou o elenco formado por veteranos como ele, Leandro, Andrade e Edinho e a maioria jovens como Jorginho, Aldair, Leonardo, Ailton, Zinho e Bebeto. 

Em 1989, aos 36 anos, cansado de lutar por seu joelho, Zico abandonou o futebol. Em sua despedida, no dia 2 de dezembro, num Fla-Flu pelo Campeonato Brasileiro, ele marcou um gol de falta, sua maior qualidade. Aquele foi o 508º e último gol com a camisa rubro-negra em dezenove anos, 730 partidas e 36 títulos. 

Títulos pelo Flamengo 

  • Copa Intercontinental: 1981 
  • Copa Libertadores: 1981 
  • Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1987 
  • Campeonato Carioca: 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981, 1986 
  • Taça Guanabara: 1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988, 1989 
  • Taça Rio: 1978, 1985, 1986