Por Rafael Sacharny


Nesta quinta-feira (27), o Conselho de Administração do Flamengo se reuniu e aprovou, por unanimidade, a proposta de orçamento para a temporada de 2019. O documento que prevê receitas de R$ 750 milhões foi produzido ainda pela administração de Bandeira de Mello.

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Apesas de ser elaborada pela então gestão de Eduardo Bandeira de Mello, o presidente não esteve na reunião, assim como o próximo comandante, Rodolfo Landim. A proposta orçamentária para 2019 foi mantida pela diretoria eleita neste mês e os números foram apresentados pelo diretor financeiro Marcio Garotti, com intervenções do atual vice-presidente de secretaria Gilberto de Freitas e também do futuro vice-presidente de planejamento Arthur Rocha. 

Ao jornal O Globo, o novo vice-presidente de finanças do clube, Wallim Vasconcellos, revelou que a nova diretoria não apresentou nenhuma proposta de reajuste no orçamento antes da votação. 

“Não apresentamos (proposta de reajuste). Vamos aprovar e depois veremos se haverá necessidade de alteração”, explicou o dirigente. 

Com a iminente aprovação do Conselho, o Flamengo terá o maior orçamento do Brasil para 2019 – maior que a previsão orçamentária de R$ 591 milhões aprovada no Palmeiras. 

Desta forma, Wallim afirma que não vai haver necessidade de venda de jogadores no próximo ano para cumprir a meta de receitas prevista em orçamento. 

“Não vai precisar”, afirmou o vice de finanças. 

A proposta de suplementação ao orçamento de 2018, devido ao pagamento da primeira parcela da transferência do meio-campista Lucas Paquetá ao Milan, além da premiação gerada pela posição final do time no Campeonato Brasileiro, também foi votada pelo CoAd, porém novamente foi rejeitada. 

Com a rejeição, as explicações técnicas sobre as mudanças nas previsões de receitas e despesas do último ano da administração Bandeira serão levadas a julgamento das contas de 2018 – que vão à votação no fim de abril. 

Confira os principais números do orçamento de 2019 no Flamengo: 

  • R$ 750 milhões em receitas 
  • R$ 100 milhões em investimentos de aquisição de jogadores 
  • R$ 70 milhões em vendas de jogadores 
  • R$ 108 milhões em receitas de publicidade, royalties e patrocínios