Cinco meses após o incêndio que vitimou de forma fatal dez jovens e feriu outros três no Ninho do Urubu, a tragédia tem novos capítulos. A advogada Gislaine Nunes, representante da mãe do ex-volante Rykelmo (um dos mortos), garantiu que entrará na Justiça contra o Flamengo e o presidente Rodolfo Landim por dolo eventual no incêndio. Além disso, a CBF também é citada na ação por polo passivo.

Landim, presidente do Flamengo, também foi indiciado na ação (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Com a palavra

É lógico que a CBF é solidária. Ela não certifica que o clube é formador? Pela Lei Pelé, para certificar que um clube é formador, ele tem que respeitar e cumprir vários requisitos. Para dar um certificado nesta envergadura, tem que ter absoluta clareza. O mínimo seria fazer uma fiscalização sobre estes clubes. Estou colocando no polo passivo dizendo que ela é solidária no dolo eventual. Se vai ou não ser chamada, é critério do juiz. – falou a advogada.

Certificado de clube formador

O documento citado por Gislaine Nunes se refere as equipes que cumprem as respectivas exigências como “especializados na formação de jogadores”. O rubro-negro não está entre os relacionados no site da Confederação, já que teve a validade de dois anos expirada após o incêndio. Por outro lado, o Flamengo afirma que uma nova fiscalização foi feita pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) visando atualizar o documento em questão.

Cerificado de clube formador citado pela advogada (Foto: Divulgação/Flamengo)

Situação dos familiares

Enquanto a mãe de Rykelmo ainda busca os seus direitos na Justiça, o pai do ex-atleta já possui uma definição em relação aos valores e forma de pagamento. Além dele, os parentes de Áthila e Gedinho, e dos feridos Francisco Dyogo, Cauan Emanuel e Jhonata Ventura, resolveram a suas situações.

Quem também iniciou conversas com o Flamengo foi a família de Samuel Thomas, representada pela defensoria pública do Rio de Janeiro. Até o momento, não houve resposta para a propostas do clube. Restam ainda outros sete casos (Bernardo Pisetta, Vitor Izaías, Pablo Henrique, Christian Esmério, Arthur Vinícius e Jorge Eduardo). Os advogados não iniciaram as negociações, já que aguardam o fim das investigações.