Por Rafael Sacharny


Ainda sem resultado da vistoria do Ministério Público que pode interditar o Ninho do Urubu, o Flamengo recebeu a notificação da Justiça determinando a proibição da presença de crianças e adolescentes no Centro de Treinamento George Helal. 

O incêndio da última sexta-feira (8) motivou a decisão da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, que tinha há três anos uma denúncia de más condições nas estruturas do Rubro-Negro. A ação civil pública de 2015 já alertava uma série de problemas relacionados ao cuidado com os adolescentes no Ninho. 

Porém, nada foi feito antes e o despacho da Justiça do Rio nesta quarta-feira (13) pegou a diretoria do Flamengo de surpresa. Entretanto, o Mengão já tinha interrompido as atividades da base no CT. O time profissional, que não é objeto da ação do MP, também não está mais concentrando no Ninho e foi para um hotel antes do jogo hoje, contra o Fluminense. 

A base rubro-negra está sem previsão de volta aos treinos. Com o veto dos treinamentos no Ninho do Urubu, o Centro de Futebol Zico, também na Zona Oeste, é uma alternativa. A Copa do Brasil Sub-20 está marcada para iniciar dia 13 de março, enquanto os estaduais das demais categorias começam em 16 de março. 

Em caso de descumprimento da ação da Justiça, foi determinado o pagamento de uma multa de 10 milhões de reais para o clube. Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, também está sujeito à pena pecuniária em caso de não cumprimento da decisão: R$ 1 milhão. 

Afim de coibir “qualquer outro infortúnio”, outros clubes foram vistoriados e ontem, a Polícia Civil interditou o alojamento da base do Botafogo no Estádio Caio Martins, em Niterói, alegando irregularidades, como rachação nas paredes e fiação elétrica exposta. Em outros pontos do país, o cerco também fechou e Palmeiras e São Paulo realocaram seus atletas.