O Flamengo jogará nesta terça-feira (19), contra o Madureira, no Maracanã. Entretanto, a notícia do dia foi que o Governo do Estado do Rio de Janeiro, decidiu cancelar a concessão do Maracanã e retomar a administração, nesta segunda-feira (18). O Estado alega que que consórcio deixou de pagar pela outorga, dando prejuízo de R$ 38 milhões.

Desta forma, o governo ainda proibiu a Odebrecht, uma das empresas do consórcio, de participar de licitações nos próximos dois anos. Por outro lado, a Odebrecht cobra do Estado um prejuízo de mais de R$ 200 milhões.

O valor é referente aos terrenos do estádio de atletismo Célio de Barros e ao parque aquático Júlio de Lamare, além do Museu do Índio e a escola Friedenrich, que não entraram na licitação, como prometido no edital vencido em 2013. Na época, Sergio Cabral sofreu a pressão de protestos nas ruas e resolveu retirar os locais do processo de licitação.

A Odebrecht foi uma das responsáveis pela obra no estádio para a Copa de 2014, ao lado de Andrade Gutierrez e Delta Engenharia. Orçada em R$ 705 milhões, custou aos cofres públicos um R$ 1,2 bilhão, com suspeitas de superfaturamento nas obras. 

Em 30 dias após o lançamento no Diário Oficial, o Governo espera que o estádio seja administrado em caráter temporário numa parceria entre os clubes, a federação de futebol do Rio e empresas privadas interessadas, segundo o próprio Governador.

Nota do Flamengo 

“O Clube de Regatas do Flamengo parabeniza a decisão do Excelentíssimo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sr Wilson Witzel em cancelar a atual concessão do Maracanã. Esperamos que a nova licitação corrija um dos grandes problemas do edital passado contemplando agora a possibilidade dos clubes do Rio de Janeiro participarem da administração daquele que é um verdadeiro templo do futebol mundial.”